Porque viver é bom, mas é muito perigoso. Ou é bom, justamente porque é perigoso. Seja como for, tudo começa e termina no mesmo lugar, em um circulo vicioso e infinito.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Agora eu quero ir
Tá errado isso? Parece que sim, quando você percebe que esse outro não tem a mesma forma de te colocar no dia a dia dele. Quando ele só se lembra de você de manhã e de noite, ou quando não te inclui nos planos dele pra se divertir. Ele está com você, mas só nos "dias certos". É como se existisse um código: nosso momento é final de semana, fora disso, é excepcional a gente se ver e falar. Porque o outro vive este outro relacionamento. Este, supostamente leve, supostamente espontâneo, mas que pra você soa como outro relacionamento.
Você está colocando os carros na frente dos bois, pulando uma etapa, adiantando as coisas. Mas, espera...que etapa? Que coisas? Existe um plano? Eu não sabia... talvez exista, mas eu não fui incluída nele. E aí é como se eu tivesse avançado o sinal e precisasse dar uns passos pra trás, pra poder andar junto. Senão, desanda.
Como é que eu faço?
Este parece um discurso do ego. É do ego eu querer receber do outro o mesmo que eu entrego, querer ser amada da mesma forma como eu amo. Pra ficar em paz, eu deveria apenas sentir o amor como ele é e deixar fluir... mas agora tô confusa. Onde entra a parte do cuidado com o outro e dos esforços para a construção de um relacionamento que cultive aquele amor? Porque relacionamento é de dois, não basta um estar confortável e tranquilo.
Como é que eu concilio isso? Non sei.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Inspiração
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Mais sobre Procrastinação
Pois é...a questão é como a gente lida com isso. Como vamos nos portar diante de algo que é visto e tratado por muitos como um defeito grave, sem ao menos olhar pras razões daquilo. Sem entender as raízes do problema e lidar com ela, preferindo simplesmente fazer a gente se sentir uma bosta porque não consegue parar de procrastinar.
É por isso que, frequentemente, eu leio sobre o assunto, estudo sobre métodos de organização do tempo e de tarefas, ouço especialistas e gente experiente falando sobre aquilo que eu sou e mostrando que não há nada de errado não ser como os outros querem que eu seja.
Se você se sente assim às vezes e acha que precisa entender melhor essa questão, pra lidar adequadamente com isso, assista a este TED. Sério, ele vai ajudar. Beijas.
http://www.ted.com/talks/tim_urban_inside_the_mind_of_a_master_procrastinator?utm_campaign=trilha_1807_-_email_4&utm_medium=email&utm_source=RD+Station#t-637159
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Carta da Isabelle de 30 pra Isabelle de 25
quinta-feira, 10 de março de 2016
Texto de fim de ano, quase chegando no meio...
quinta-feira, 9 de julho de 2015
A outra Margem do Rio
"Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?" João Guimarães Rosa, Grande Sertão, Veredas.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Desconstrução e reconstrução
Você já teve a sensação de que tudo que você fez durante algum momento na sua vida foi pra outra pessoa (ou por causa dela)? Acordei com essa sensação hj... Ou percepção rs.
Desconstrução e reconstrução de si mesmo pra vida nova é assim mesmo, a gente quebra paradigmas e enxerga realidades escondidas todo dia.
"A estrada dessa vida está difícil sem você. E você não está por perto pra poder me ajudar."
Foi cantarolando essa música (pérola do pagode clássico brasileiro, diga-se de passagem) que eu tive esse insight. Será essa a camada mais profunda de toda a minha dificuldade em me concentrar nas inúmeras tarefas que estavam me dando tanta vida e energia?? Será que é porque o start delas se deu em razão de um "você precisa ocupar mais seu tempo e parar de depositar sua felicidade em mim" (quando eu já trabalhava horrores e o pouco tempo livre que sobrava era pro relacionamento)??
Pensei que tinha sido bom pra mim. Que esta dolorida provocação havia me despertado para minha necessidade interna de fazer coisas diferentes e mudar minha vida. E como foi bom! Quanta energia eu gerei nesse movimento! Quantas descobertas, quantos resultados incríveis, quantas realizações!!
Mas foi ele ir embora que isso não se sustentou e eu aqui achando que era só uma tristeza pela ausência de um elemento que era tão presente (mais na minha cabeça que na realidade, eu sei).
Piiiiiiiiiii soa o alarme!! Hora de refletir e avaliar o real significado de tudo que você tem feito, pra perenizar aquilo que realmente é seu e aquilo que veio pra mostrar que você é sim feliz e não deposita isso no outro coisa nenhuma!! Difícil, porque tudo que você fez foi movido por interesses genuínos seus, coisas que você gosta, que te movem... Mas a reflexão vai fazer você entender isso aí, vai por mim!!
Tudo isso só pra lembrar como viver é perigoso e como a mente da gente mente, engana, disfarça e constrói mundos fundados em areia fina, se você não controla o ávido impulso que ela tem de te controlar... Fica a dica.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Introspecção
Esse movimento palavrório desenfreado, porém, começa a tomar proporções nocivas, de exposição mal cuidada e banalização do verbo. A concentração em coisas profundas e complexas se torna difícil porque falar com o amigo que você há tempos não vê, ou que ontem te disse que não estava muito bem, se torna a prioridade das prioridades intergaláticas do universo. Parece que o mundo vai acabar em papo, que, muito aberto e exposto, pode descambar para resultados não muito desejados e até levianos, dependendo de com quem for a conversa.
Chega uma hora, então, que você vê que precisa se recolher um pouco em sua recuperação, falar menos, reduzir o nível de euforia causado pela liberdade súbita temperada com boa dose de insegurança em relação a si mesmo. Uma hora a necessidade constante de apoio e confirmação das suas atitudes se esvai e você vai conseguindo, aos poucos, voltar para a órbita e re-estabelecer sua rotina tão violentamente quebrada pela repentina ausência do que antes era mais presente do que você mesmo.
Um pouco de introspecção, então, temperando a sua natural postura eufórica e animada diante da vida, se torna palavra de ordem. é hora de esvaziar a xícara para conseguir colocar um novo chá. Refletir um pouco menos, ser menos terapeuta de si (afinal, é só o que você tem feito desde que se viu sozinha) e simplesmente sentir mais que falar e pensar. Não dá para a nova ordem se estabelecer se a antiga ainda insiste em deixar resquícios. Introspecção, então, introspecção!
domingo, 12 de abril de 2015
Perene Sozinhez
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Chata, muito chata.
https://m.youtube.com/watch?v=6Wn5fuPIl4Y